Uma ocorrência registrada na madrugada desta segunda-feira (22) no Hospital Municipal de Rondon do Pará resultou na morte de um bebê durante o trabalho de parto. O caso gerou comoção entre familiares, amigos e na comunidade.
Segundo informações repassadas à nossa equipe por familiares, a gestante Rafaela Nascimento, de 27 anos, estava grávida de nove meses e aguardava o nascimento de seu segundo filho, uma menina. O pai da criança, identificado como Mário Adriano, relatou que a esposa teria indicação para a realização de parto cesáreo, mas que, segundo ele, a equipe médica tentou fazer o parto normal.

De acordo com informações registradas em relatório de atendimento da Polícia Militar, equipes foram acionadas ao Hospital Municipal após a direção da unidade solicitar apoio devido ao estado emocional de Adriano, pai da criança, que estava bastante abalado e alterado após receber a notícia do falecimento da filha durante o parto.
Ainda conforme o relato policial, durante o trabalho de parto, já na fase de expulsão do bebê, a gestante teria desmaiado e a criança ficado presa no canal de parto. Diante da situação, a equipe médica decidiu realizar uma cesárea de emergência. A mãe sobreviveu ao procedimento e permanece fora de perigo, porém o bebê não resistiu e faleceu durante o parto.
Após receber a notícia da morte da filha, o pai bastante abalado teria se desesperado e, alegando negligência por parte da equipe médica, danificou portas e vidros do hospital, chegando a sofrer cortes nos braços. A Polícia Militar permaneceu no local para garantir a segurança dos envolvidos e evitar novos incidentes.
Segundo os familiares, a mãe permanece internada, mas eles ainda não possuem informações atualizadas sobre o estado de saúde dela. Ainda segundo a família, a bebê foi transferida para a realização de exames.
Nossa equipe entrou em contato com a direção do Hospital Municipal de Rondon do Pará em busca de esclarecimentos sobre o caso e sobre os procedimentos adotados durante o atendimento. Até o fechamento desta matéria, não havíamos recebido retorno.
O espaço permanece aberto para que a unidade hospitalar, a Secretaria Municipal de Saúde ou demais órgãos competentes possam apresentar sua versão dos fatos e prestar os esclarecimentos que considerarem necessários.








