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PARAUAPEBAS: Mãe denuncia suposto abuso de aluno autista e Prefeitura emite nota oficial sobre o episódio

Família cobra respostas após criança com TEA relatar violência no banheiro da unidade; gestão municipal confirmou o acionamento do Conselho Tutelar e da PM para acompanhar o caso, que é investigado pela DEACA

 

Um episódio gravíssimo e de extrema delicadeza ocorrido nas dependências da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Terezinha de Jesus, localizada no Bairro Cidade Jardim, virou caso de polícia e está mobilizando as autoridades de proteção à infância em Parauapebas. A denúncia envolve o suposto abuso sexual de uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no banheiro da unidade escolar.

De acordo com o relato da mãe do estudante, o caso teria acontecido na última terça-feira, 27 de outubro. Ela afirma que deixou o filho na escola normalmente, mas, pouco tempo depois, foi surpreendida por uma mensagem de um assistente pedagógico solicitando seu retorno com urgência. Ao chegar ao local, encontrou a criança bastante agitada e querendo ir embora. Inicialmente resistente em falar, o menino acabou revelando que um outro aluno da escola teria praticado o suposto abuso contra ele dentro do banheiro.

O episódio gerou indignação e levantou sérios questionamentos da família e da comunidade sobre a falha na supervisão dos espaços escolares comuns e a fragilidade dos protocolos de proteção da equipe pedagógica, especialmente no cuidado com crianças de inclusão que necessitam de acompanhamento especializado. A família exige que o caso seja apurado com rapidez e responsabilidade.

Posicionamento oficial e apuração

Diante da repercussão do caso, a Prefeitura de Parauapebas, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), emitiu uma “Nota de Esclarecimento” ao Portal Pebinha de Açúcar, confirmando a ocorrência envolvendo dois alunos e detalhando o amparo prestado à vítima logo após o ocorrido.

Segundo o governo municipal, os órgãos de segurança e saúde foram imediatamente acionados pela direção da escola. “Foram acionados a Polícia Militar, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), além do Conselho Tutelar. As equipes atuaram no atendimento direto às crianças, prestando o suporte necessário e realizando os encaminhamentos adequados”, diz o documento.

A Prefeitura informou que os exames necessários já foram realizados e que o caso está sob investigação rigorosa da Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (DEACA). A gestão municipal ressaltou que a escola colabora integralmente com as autoridades e justificou o sigilo em torno dos detalhes para proteger os menores.

“A Prefeitura esclarece que não há qualquer intenção de omitir informações ou minimizar a gravidade dos fatos. Entretanto, por envolver crianças, é fundamental preservar a identidade, a imagem e a dignidade dos envolvidos, bem como de suas respectivas famílias, em respeito à legislação vigente”, pontuou a Semed, reafirmando o compromisso com a segurança no ambiente escolar.

O portal continuará acompanhando o desfecho das investigações da Polícia Civil, resguardando sempre a identidade das crianças envolvidas.

fonte: pebinha de açucar

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