Jovens investem no mercado empreendedor, em Rondon do Pará

Por se tratar  de habilidades pessoais de cada pessoa para fins comerciais, o empreendedorismo é uma possibilidade que proporciona trabalho, emprego e renda em Rondon. O ato de empreender tem se destacado no cenário econômico brasileiro com altos índices de crescimento e aceitação do consumidor. Identificar oportunidades e criar conceitos para desenvolver novos projetos que geram transformações na economia rondonense.

Segundo a empreendedora e estilista de cílios, Rayane Moraes, de 24 anos,  foi por meio do incentivo da mãe que resolveu ingressar no ramo e desenvolver habilidades para trabalhos relacionados à estética feminina. “Sou mãe de uma criança de cinco anos e acadêmica de contabilidade, a minha rotina diária impossibilitou trabalhar em outros locais, então busquei empreender e trabalhar em casa na área da beleza feminina, o que me possibilita ter uma flexibilidade de horários, tendo minha fonte de renda e conciliando a vida pessoal, trabalho e estudos ao mesmo tempo”, a jovem complementa que os conhecimentos adquiridos na faculdade são seus aliados na administração de seu empreendimento.

Uma ferramenta utilizada pelos empreendedores são as redes sociais, que cada vez mais tem intensificado as vendas por meio da internet, através das divulgações, criação de conteúdos e estratégias de impulsionamento. Segundo os dados divulgados pela Secretaria Municipal de Finanças, o município de Rondon do Pará conta com 539 microempreendedores (MEI) ativos  em diversos segmentos de trabalho.

A jovem empreendedora na área de designer de sobrancelhas, Gardênia Vitória, de 22 anos, também resolveu empreender desde cedo, com o auxílio de sua mãe, que realizava atendimentos de salão em um espaço da sua residência. Formada na área da contabilidade, Gardênia explica que a formação contribuiu com a organização do seu empreendimento, e foi a partir disso que buscou  o conhecimento necessário para administrar suas finanças e inovar, investindo em  equipamentos de tecnologia avançada. “O investimento é contínuo em cursos e produtos de boa qualidade, e isso é fundamental para se manter no mercado de trabalho. Recentemente fui em busca de inovação para Rondon e fiz um curso voltado para a remoção de tatuagem, complementando os atendimentos que já realizo no meu local próprio de trabalho”. 

Presente no município, o Sindicato do Comércio Varejista de Rondon do Pará (SINDLOJAS) em parceria com outros segmentos como o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio (SENAC) e Serviço Social do Comércio (SESC) ofertam cursos, palestra e serviços para a comunidade empreendedora. Segundo o presidente do sindicato, Itamar Silva, é preciso ter demanda dos empreendedores para o desenvolvimento de ações voltadas para a capacitação dos empreendimentos presentes na cidade. “Os trabalhos que desenvolvemos são voltados para os empresários, empreendedores e todos os que fazem parte do comércio local, para terem acesso aos cursos não precisam ser associados ao sindicato do comércio”.

Por Cristiane Gomes

Pará terá maior crescimento de PIB do País em 2022, projeta consultoria


O aumento do Produto Interno Bruto (PIB) do Pará previsto para este ano é de 3%, o maior do País, segundo projeções da empresa Tendências Consultoria publicadas na revista “Exame” na quinta-feira, 10/02. Em segundo, vem Rondônia (1,6%) e, depois, o Amapá com 1,3%, todos no Norte do Brasil.

A alavanca do possível crescimento virá das commodities, especialmente o minério de ferro. “A produção de commodities, seja minério de ferro ou alimentos, deve aumentar na região este ano”, diz a economista Camila Saito, sócia da empresa Tendências Consultoria, para a Exame.

Como abordamos neste espaço, a pujança da mineração não se traduz em benefícios sociais para a população estadual. O Pará, por exemplo, faturou valores recordes como primeiro exportador de minério no País no ano passado, mas os municípios onde as mineradoras exploram as riquezas naturais apresentam índices preocupantes de escolaridade e empregabilidade.

Ainda segundo Camila, a indústria metalúrgica também vem crescendo, especialmente no Pará.

Sendo uma das maiores mineradoras do mundo, a Vale deve aumentar sua produção este ano, passando de cerca de 320 milhões de toneladas em 2021 para 335 milhões de toneladas. A maioria deste crescimento ocorrerá no nosso Pará, onde se encontram algumas das maiores jazidas do País. Até 2024, a indústria de mineração deve investir R$ 22 bilhões no Estado, segundo a Simeral (Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará).

No ano passado, a exportação do minério de ferro bateu um recorde, chegando a marca de 36,6 bilhões de dólares, valor que foi impulsionado pela retomada econômica global e pelo aumento dos preços no mercado internacional. O pagamento de royalties aos governos estaduais superou R$ 10 bilhões no ano passado, de acordo com o Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração).

Hoje, a região Norte representa 5,7% da geração de riquezas no País, registra a revista. Metade do PIB nacional é produzido por apenas quatro unidades da Federação, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Distrito Federal, que devem registrar estagnação este ano. A expectativa é que a economia do País cresça apenas 0,5%, com a pressão de custos maiores, a crise na cadeia global de abastecimentos causada pela pandemia e incertezas no campo fiscal.

Fonte: Site Revista Exame