Manutenção na ponte do Rio Tocantins altera tráfego noturno a partir desta quarta

Motoristas que utilizam a ponte rodoferroviária do Rio Tocantins, que liga os núcleos Nova Marabá e São Félix, em Marabá, devem ficar atentos às mudanças no fluxo de veículos. A mineradora Vale anunciou que, entre os dias 9 de abril e 30 de maio, a estrutura passará por serviços de manutenção.

Para minimizar o impacto no tráfego, as intervenções ocorrerão exclusivamente no período noturno, de segunda a sexta-feira, das 21h à 0h.

Operação Pare e Siga

Durante o horário das obras, o trânsito funcionará de forma parcial. Uma das pistas será interditada, enquanto a outra operará no sistema de fluxo alternado. A previsão é que o sentido do tráfego seja invertido a cada 15 minutos.

A mineradora reforça que a sinalização no local será intensificada e pede que os condutores redobrem a atenção ao atravessar o trecho em obras. “A ação foi devidamente comunicada aos órgãos competentes e contará com o suporte do Departamento de Trânsito de Marabá (DMTU/CIRETRAN)”, informou a Vale em nota.

Fonte: Correio do Carajás.

Sancionada lei que regulamenta a profissão de doula Texto define atribuições e garante exercício profissional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (8) o projeto de lei que regulamenta o exercício da profissão de doula, que é a profissional que oferece apoio físico, emocional e informacional à gestante, especialmente durante o parto normal.

O texto foi aprovado no mês passado pela Câmara dos Deputados, depois de ter passado pelo Senado.

A norma federal lista várias atribuições da doula antes, durante e após o período do parto. Na gravidez, a profissional poderá facilitar o acesso da gestante a informações sobre gestação, parto e pós-parto baseadas em evidências científicas atualizadas, além de incentivá-la a buscar uma unidade de saúde para o acompanhamento pré-natal.

De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o texto atende uma antiga reivindicação das mulheres no país e vai ajudar no enfrentamento contra a violência obstetrícia e reduzir o que chamou de “indústria de cesarianas” no Brasil. O ministro disse que não houve vetos ao texto.

“Os estudos que mostram que se se a doula acompanhou o pré-natal, se a doula acompanhou o parto, a violência foi menor. O índice de cesárea foi menor. O sofrimento foi menor e a gratidão das mulheres no momento tão importante da geração da vida foi melhor”, destacou o ministro durante cerimônia de sanção no Palácio do Planalto.

Ao celebrar a sanção da lei, o presidente Lula lembrou que um outro projeto, ainda em tramitação no Congresso Nacional, deverá regulamentar a profissão de parteira tradicional, compondo assim um corpo de funções para humanizar o atendimento às gestantes do país.

Pelo texto sancionado, a presença da doula, de livre escolha da gestante, não exclui a presença de acompanhante, já garantida pela legislação. Essa garantia de presença abrange a rede pública e a rede privada durante todo o período de trabalho de parto e pós-parto imediato, em todos os tipos de parto, inclusive em casos de intercorrências e situações de abortamento.

Requisitos

Para o exercício da profissão, a nova lei exige diplomas de ensino médio e de curso de qualificação profissional específica em doulagem que, se expedidos por instituições estrangeiras, deverão ser revalidados no Brasil.

A lei também permite a continuidade de atuação aos que, na data de publicação, exerciam, comprovadamente, a atividade há mais de três anos.

Também a partir da vigência, os cursos deverão ter carga horária mínima de 120 horas.

Atribuições

A doula poderá, durante o parto, orientar e apoiar a gestante em relação à escolha das posições mais confortáveis a serem adotadas durante o processo; auxiliar a gestante a utilizar técnicas de respiração e vocalização para obter maior tranquilidade; e utilizar recursos não farmacológicos para conforto e alívio da dor da parturiente, como massagens, banhos mornos e compressas mornas.

No pós-parto, a doula poderá orientar e prestar apoio aos cuidados com o recém-nascido e ao processo de amamentação.

“É o tratamento diferenciado, é o saber conversar, é o saber tratar, é o saber acolher e o acolhimento muda a vida das pessoas, do ponto de vista emocional e afeta diretamente esse tratamento humano, esse tratamento da vida, que é ter realmente um filho com dignidade”, disse a senadora Eliziane Gama (PT-MA), relatora do projeto no Senado.

Por outro lado, a nova lei proíbe às doulas utilizar ou manusear equipamentos médico-assistenciais, realizar procedimentos médicos, fisioterápicos ou de enfermagem, administrar medicamentos e interferir nos procedimentos técnicos dos profissionais de saúde.

Para a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, a nova lei beneficia não apenas a gestante, mas toda a família, e assegura uma proteção mais integral às mulheres em um momento tão delicado que é a gravidez.

“Porque a gente entra na sala de parto apavorada, não sabe o que vai acontecer, e quer que seja rápido, e a doula vai acalmando a gente, a doula vai conversando, vai dialogando. É uma lei que, de fato, humaniza, de fato enfrenta a violência obstétrica”, afirmou.

Fonte: Agência Brasil

Águas do Pará inicia operação de água e esgoto em Rondon do Pará e promete melhorias no abastecimento

A concessionária Águas do Pará iniciou, nesta segunda-feira (6), a operação definitiva dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário em Rondon do Pará, atendendo cerca de 34 mil moradores. A medida marca uma nova etapa na gestão dos serviços no município, com a promessa de melhorias estruturais e maior regularidade no fornecimento já no primeiro ano de atuação.

Com a concessão, a empresa passa a ser responsável por toda a cadeia operacional, incluindo captação, tratamento e distribuição de água, além da coleta e tratamento de esgoto. As primeiras intervenções já estão em andamento e contemplam a modernização do sistema.

Entre as ações iniciais, está a reforma completa dos quadros elétricos que operam bombas e motores, sendo que dois já foram concluídos. Também foram instalados um novo transformador de 150 kVA e uma bomba com potência de 75 cavalos, ampliando a capacidade operacional do sistema. A concessionária prevê ainda a aquisição de equipamentos reservas, como motores, bombas e transformadores, para garantir maior confiabilidade no abastecimento.

Além das intervenções técnicas, equipes seguem realizando serviços contínuos de limpeza, conservação e revitalização das estruturas operacionais herdadas.

De acordo com o gerente executivo da empresa, Felipe Silveira, a operação representa o início de um ciclo de melhorias estruturadas na região. “Estamos direcionando esforços para fortalecer o sistema desde o início, com ações que aumentem a regularidade e a eficiência do fornecimento. Nosso objetivo é reduzir instabilidades e garantir que a população perceba melhorias concretas na qualidade dos serviços já no primeiro ano”, afirmou.

A ampliação das operações não se limita ao município. Desde a mesma data, a concessionária também passou a atuar em outras cidades do estado, incluindo Marabá, totalizando 96 municípios atendidos no Pará, o que representa cerca de 5 milhões de pessoas em áreas urbanas. A empresa também opera na capital, Belém, desde setembro do ano passado.

A violência contra a Mulher no Municipio de Rondon do Pará

A violência contra a mulher no município de Rondon do Pará é um problema social importante que precisa ser discutido e enfrentado por toda a sociedade. Assim como em outras regiões do Brasil, muitas mulheres sofrem diferentes tipos de violência, como a física, psicológica, moral, sexual e patrimonial, principalmente dentro do ambiente doméstico.

Um dos principais desafios para compreender a realidade local é a falta de dados detalhados, já que muitos casos não são denunciados. Esse fenômeno é conhecido como subnotificação e ocorre, muitas vezes, por medo do agressor, dependência financeira ou falta de informação sobre os direitos. Mesmo assim, sabe-se que a violência contra a mulher está presente no cotidiano de muitas famílias e precisa ser combatida com urgência.

No Brasil, existem leis importantes para proteger as mulheres, como a Lei Maria da Penha, que estabelece medidas de proteção às vítimas e punições aos agressores. Essa lei também incentiva a criação de redes de apoio, como delegacias especializadas, centros de atendimento e campanhas educativas.

Em Rondon do Pará, ações de conscientização e programas públicos têm buscado reduzir os casos de violência, promovendo informação e apoio às vítimas. Segundo a Polícia militar, o maior número de ocorrências em que a polícia é acionada em Rondon, é sobre a violência doméstica superando todos os outros tipos de violência como roubos, furtos etc. No entanto, ainda é necessário fortalecer essas iniciativas e incentivar a denúncia, para que mais mulheres se sintam seguras ao buscar ajuda.

Portanto, combater a violência contra a mulher é uma responsabilidade de todos. É fundamental promover o respeito, a igualdade de gênero e a educação desde cedo, para construir uma sociedade mais justa, onde nenhuma mulher sofra qualquer tipo de violência. Ao longo da história, o tratamento dado às mulheres na sociedade revela profundas desigualdades que ainda persistem, mesmo diante de avanços importantes. Durante séculos, as mulheres foram vistas como inferiores, limitadas ao espaço doméstico e privadas de direitos básicos como educação, participação política e autonomia sobre suas próprias vidas. Essa herança histórica ainda influencia comportamentos, pensamentos e estruturas sociais atuais.

Embora muitas conquistas tenham sido alcançadas — como o direito ao voto, ao trabalho e à educação —, as mulheres continuam enfrentando desafios significativos. A desigualdade salarial, a sobrecarga de tarefas domésticas, a violência de gênero e a objetificação do corpo feminino são exemplos claros de que a equidade ainda não foi plenamente alcançada. Muitas vezes, espera-se que a mulher seja forte e independente, mas ao mesmo tempo submissa e responsável por múltiplas funções, criando uma pressão constante.

Além disso, padrões de beleza impostos pela sociedade afetam diretamente a autoestima e a liberdade feminina, reforçando a ideia de que o valor da mulher está ligado à sua aparência. Essa cobrança excessiva contribui para a insegurança e limita o reconhecimento de suas capacidades intelectuais e profissionais.

É importante refletir que a transformação dessa realidade depende de mudanças coletivas. A educação, o respeito e a valorização da mulher em todos os espaços são fundamentais para construir uma sociedade mais justa. Homens e mulheres precisam atuar juntos na desconstrução de preconceitos e na promoção da igualdade.

Portanto, pensar sobre como as mulheres são tratadas na sociedade é um passo essencial para reconhecer injustiças e agir para superá-las. Mais do que direitos garantidos no papel, é necessário que haja, na prática, respeito, dignidade e oportunidades iguais para todas.

Por Meire Figueiredo.

Rodrigo Fraoli faz história e leva o agro ao pódio do Prêmio iBest

Na última terça-feira (24), o influenciador e CEO da Rural Book, Rodrigo Fraoli, conquistou o pódio na categoria “Influenciadores Agro”, na maior premiação de influenciadores do Brasil, o Prêmio iBest, em São Paulo, trazendo prestígio para a região Norte e para Rondon do Pará.

 

Essa conquista é resultado de 14 anos de trabalho contínuo e evolução diária. Atualmente, o Ruralbook consolidou-se como o maior e mais acessado canal agro do Centro-Norte do país, contando com mais de 360 mil seguidores e oferecendo conteúdos de alta qualidade sobre pecuária, agricultura, tecnologia e soluções práticas para o dia a dia no campo.

 

Para Rodrigo, o prêmio é fruto de muito trabalho e anos de dedicação. “São 14 anos construindo um trabalho que só me dá prazer e orgulho, podendo falar do nosso agronegócio brasileiro.” O ponto alto da noite foi a decisão do júri, que anunciou Rodrigo como um dos integrantes do Top 3 da categoria. Com esse reconhecimento, Rodrigo se torna o primeiro representante da região a subir ao palco da maior premiação de influenciadores, colhendo os frutos de sua resiliência e dedicação ao setor.

Escolas terão conteúdos de prevenção à violência contra a mulher Governo regulamenta ensino da Lei Maria da Penha na educação básica

Os ministérios da Educação (MEC) e das Mulheres assinaram, nesta quarta-feira (25), em Brasília, a portaria de regulamentação da Lei Maria da Penha Vai à Escola , nº 14.164/2021, para incluir conteúdo sobre a prevenção a todas as formas de violência contra crianças, adolescentes e mulheres nos currículos da educação básica.

A lei determina que a produção de material didático relativo aos direitos humanos e à prevenção da violência contra a mulher deve ser adequada a cada nível de ensino.

O ministro da Educação, Camilo Santana, defendeu que é preciso começar a discussão sobre a prevenção à violência contra as mulheres, com as crianças e jovens estudantes dentro das escolas brasileiras.

Para Santana, a nova geração será formada com base no respeito, na equidade e na justiça. “Estamos afirmando um projeto de país. Um Brasil onde meninas podem estar sem medo, onde mulheres podem ocupar todos os espaços e onde o conhecimento seja instrumento de libertação e não de exclusão.”

“Não há futuro possível sem a garantia plena de direitos para meninas e mulheres. A educação é o caminho mais poderoso para transformar essa realidade”, disse o ministro da Educação, Camilo Santana.

Instituições públicas

Durante a cerimônia Educação pelo Fim da Violência, na Universidade de Brasília, foi assinado o Protocolo de Intenções para Prevenção e Enfrentamento da Violência contra as Mulheres e Acolhimento nas instituições públicas de ensino superior e Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.

O documento estabelece orientações para que instituições de ensino públicas não sejam omissas em eventuais situações de violência de gênero no ambiente acadêmico.

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, classificou como importantes as medidas de proteção às meninas e mulheres, no âmbito da educação, porque vão do ensino básico ao superior. Ela citou o pedagogo Paulo Freire. “A educação não transforma o mundo. A educação muda as pessoas e as pessoas transformam o mundo.”

A ministra ainda defendeu que os currículos e os planos pedagógicos de cada curso de graduação e de pós-graduação abordem conteúdos de combate e enfrentamento de todo tipo de violência contra as mulheres.

“Imagine daqui a 4, 5, 6 anos, como sairão os profissionais que atuarão em todos os lugares, como unidades básicas de saúde, escolas, Cras [Centro de Referência de Assistência Social], Creas [Centro de Referência Especializado de Assistência Social]. Isso vale para todas as profissões deste país.”

O ministro Camilo Santana explicou que o documento simboliza uma construção coletiva que nasce a partir da escuta, da ciência e da experiência das instituições de ensino.

“Reafirmamos que nossas universidades, institutos federais e redes de ensino são espaços de produção de conhecimento, mas também devem ser espaços seguros, acolhedores e livres de qualquer forma de violência ou discriminação”, enfatizou.

Santana anunciou que lançará, em breve, um edital para apoiar a criação de cuidotecas nas universidades federais. “São espaços de cuidado e acolhimento para crianças que permitirão que mães, estudantes, professoras e trabalhadoras possam estudar, trabalhar e permanecer na universidade com dignidade.”

Mulheres Mil

No conjunto de ações voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência contra as mulheres, os dois ministérios assinaram o acordo de cooperação técnica para a ampliação de vagas do Programa Mulheres Mil, coordenado pelo MEC.

A política pública tem a missão de elevar a escolaridade de mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

O programa também tem o objetivo promover a inclusão socioprodutiva e a autonomia das mulheres por meio de cursos de qualificação profissional.

Os presentes ainda assistiram ao trailer do filme Mulheres Mil, produzido pela pasta. A obra retrata o impacto do programa na vida de cinco mulheres, suas famílias e comunidade.

As iniciativas integram as ações do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em fevereiro.

Fonte: Agência Brasil

Vacinação nacional contra gripe começa no sábado Ministério da Saúde distribuiu 15,7 milhões de doses

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começa neste sábado (28) nas regiões Centro-Oeste, Nordeste, Sudeste e Sul. A mobilização segue até 30 de maio e prioriza os grupos mais suscetíveis a formas graves da doença: crianças de 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), idosos com 60 anos ou mais e gestantes.

O Ministério da Saúde distribuiu 15,7 milhões de doses da vacina contra a gripe, e a orientação da pasta é que estados e municípios intensifiquem as estratégias já no primeiro mês da campanha, com ações de busca ativa para o alcance imediato dos públicos prioritários.

O Dia D nacional será realizado também neste sábado, com vacinação gratuita nas unidades básicas de Saúde (UBS). Algumas unidades da federação já anteciparam o início da campanha, como o Distrito Federal, que começou a vacinar a população nesta quarta-feira (25). Na cidade do Rio de Janeiro, a imunização teve início nessa terça-feira (24).

“Para ampliar o alcance da ação, o Governo do Brasil enviará, até quinta-feira (26), 10 milhões de mensagens institucionais por aplicativos de comunicação. A iniciativa busca reforçar a divulgação de informações oficiais, ampliar a confiança nos canais institucionais e incentivar a vacinação”, explicou o Ministério da Saúde.

Dados preliminares de 2026 apontam aumento na circulação de vírus respiratórios, incluindo os da influenza. Até 14 de março, foram notificados 14,3 mil casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) no país, com cerca de 840 óbitos. Entre os casos graves, a influenza responde por 28,1% das infecções identificadas.

A vacinação é a principal forma de prevenção contra a influenza e contribui para reduzir casos graves, internações e mortes. Na Região Norte do país, a campanha será realizada no segundo semestre, em função da sazonalidade da doença.

Vacina atualizada

A vacina influenza trivalente integra o Calendário Nacional de Vacinação e, neste ano, protege contra as variantes Influenza A/Missouri/11/2025 (H1N1) pdm09, Influenza A/Singapore/GP20238/2024 (H3N2) e Influenza B/Austria/1359417/2021 (B/linhagem Victoria).

A proteção é realizada anualmente para acompanhar as novas cepas do vírus em circulação. Por isso, o Ministério da saúde reforça a importância da imunização periódica para assegurar uma proteção eficaz.

A imunização ainda é ofertada como estratégia especial para outros grupos prioritários, como profissionais de saúde, indígenas, população em privação de liberdade e pessoas com doenças crônicas.

Para crianças de 6 meses a 8 anos, o esquema vacinal varia conforme o histórico: aquelas já vacinadas anteriormente recebem uma dose; as não vacinadas devem receber duas doses, com intervalo mínimo de quatro semanas.

A aplicação pode ser realizada de forma simultânea a outras vacinas do calendário nacional, como a da covid-19.

Fonte: Agência Brasil

MARÇO AMARELO: QUANDO A DOR FEMININA É SILENCIADA

Durante anos, aprendi a duvidar da minha própria dor. Hoje, aos 29 anos, convivo com o diagnóstico de endometriose profunda e adenomiose duas condições que afetam milhões de mulheres, mas que ainda são cercadas por desinformação, negligência e silêncio.

Antes do diagnóstico, vieram os julgamentos: “Isso é frescura”; “Cólica é normal”; “Eu nunca deixei de trabalhar por causa disso”. Essas frases, repetidas ao longo da vida, não apenas invalidam a dor feminina, mas ensinam as mulheres a ignorarem os sinais do próprio corpo.

E foi exatamente isso que eu fiz. Procurei atendimento médico diversas vezes e a resposta, quase sempre, era a mesma: “Cólica faz parte da vida da mulher”. A solução proposta era simples: o uso de anticoncepcionais para controlar os sintomas. Mas tratar sintomas não é o mesmo que tratar a causa.

A realidade é que dor incapacitante não é normal. O meu diagnóstico só veio após experiências profundamente dolorosas: perdas gestacionais e uma gestação ectópica. Situações que poderiam ter tido outro desfecho se houvesse investigação adequada desde o início.

Receber o diagnóstico foi, ao mesmo tempo, libertador e revoltante. Libertador por finalmente entender meu corpo; revoltante por perceber quanto tempo foi perdido e quanto sofrimento poderia ter sido evitado.

A endometriose não é apenas uma cólica mais intensa. É uma doença crônica que pode afetar diversos aspectos da vida da saúde física à fertilidade, do emocional à qualidade de vida. E o mais preocupante: muitas mulheres ainda não sabem que convivem com ela.

Por isso, o mês de março, marcado pela conscientização sobre a doença, precisa ir além das campanhas simbólicas. É necessário quebrar o tabu, ampliar o acesso à informação e, principalmente, validar a dor feminina. Nenhuma mulher deve ser ensinada a normalizar o sofrimento.

Observar o próprio corpo desde os primeiros ciclos menstruais, reconhecer sintomas fora do padrão e buscar acompanhamento especializado são passos fundamentais para um diagnóstico precoce. Mais do que isso: é um ato de autocuidado e resistência.

Falar sobre endometriose é urgente.
Falar sobre dor feminina é necessário.
E, acima de tudo, ouvir as mulheres pode mudar histórias.

Por: Rafaela Cordeiro

Supermercados vão poder vender remédios; entenda o que muda com a nova lei

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a lei que permite que medicamentos sejam vendidos em supermercados.

Na prática, a lei permite que supermercados tenham uma área dedicada à venda de medicamentos, desde que esse espaço funcione como uma farmácia de fato — com regras próprias, controle técnico e separação do restante da loja.

A medida já está em vigor. Algumas redes de supermercado, como a Assaí, já vinham anunciando a instalação de farmácias próprias dentro dos mercados assim que a lei fosse aprovada.

Veja abaixo o que muda na prática:

 

  • Supermercados passam a poder ter farmácias, mas sem venda em gôndolas comuns

 

A nova legislação autoriza a instalação de drogarias nesses espaços, mas mantém a proibição de expor medicamentos junto a alimentos ou outros produtos.

  • Área deve ser exclusiva e funcionar como uma farmácia independente

 

O espaço precisa ser delimitado, separado do restante do supermercado e seguir as mesmas regras sanitárias de uma drogaria tradicional.

  • Presença de farmacêutico continua obrigatória durante todo o funcionamento

 

O profissional deve estar fisicamente presente para orientar os pacientes e garantir o controle na dispensação.

  • Vai ser permitida venda de medicamentos controlados

 

Medicamentos controlados exigem receita, que fica retida, e só podem ser entregues após o pagamento — com transporte lacrado se o caixa for fora da farmácia.

  • Operação pode ser do próprio supermercado ou de uma rede licenciada

 

O espaço pode funcionar como uma farmácia própria ou ser operado por uma drogaria já autorizada.

O que diz o setor farmacêutico?

 

Para a Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), o texto sancionado representa um avanço em relação a propostas anteriores, que previam a venda de medicamentos diretamente em gôndolas, sem controle técnico.

Segundo a entidade, a versão final da lei incorporou pontos considerados essenciais, como a exigência de cumprimento das normas sanitárias, a presença contínua de farmacêutico e a garantia de rastreabilidade dos medicamentos.

“O dano foi minimizado. Conseguimos evitar a aprovação de dispositivos que poderiam levar à banalização dos medicamentos”, disse o CEO da Abrafarma, Sergio Mena Barreto, em nota.

A associação afirma ainda que o modelo aprovado reforça o entendimento de que medicamentos são produtos que exigem controle e não devem ser tratados como itens de consumo comum.

O que diz o Conselho de Farmácia?

 

O Conselho participou da discussão do projeto e considera o texto uma vitória, diante da forma como ele vinha sendo discutido. Inicialmente, a regra previa venda de medicamentos em gôndolas dos supermercados.

“O dano foi minimizado. Conseguimos evitar a aprovação de dispositivos que poderiam levar à banalização dos medicamentos. Agora, caberá aos órgãos fiscalizadores cumprir seu papel e garantir o efetivo cumprimento da legislação”, disse Walter Jorge, presidente do CFF.

Fonte:G1

Polícia Civil prende mulher investigada por envolvimento com o tráfico de drogas em Rondon do Pará

Na tarde desta segunda-feira (09), a Polícia Civil do Estado do Pará, por meio da Delegacia de Rondon do Pará, cumpriu um mandado de prisão preventiva contra a senhora Raimunda Rodrigues Sousa,  no bairro Jaderlândia, pelo crime de tráfico de drogas na cidade.

A prisão é fruto de uma série de diligências realizadas pela equipe de investigação local. O mandado foi expedido pela 1ª Vara Criminal de Rondon do Pará, que tramita desde o ano passado.

Segundo a Polícia Civil, a ação faz parte do cronograma de combate sistemático ao comércio de entorpecentes no município. Após os procedimentos de praxe na unidade policial, a presa foi colocada à disposição da Justiça e deverá ser encaminhada ao sistema prisional, onde aguardará o desenrolar do processo judicial.