Águas do Pará expande o Programa Afluentes em Rondon do Pará com ampla participação popular

 

Município, onde as operações iniciaram em 6 de abril, alcança a maior adesão ao programa em todo o sul e sudeste do Pará.

A escuta ativa e a aproximação com a população marcaram a primeira reunião do Programa Afluentes em Rondon do Pará na noite desta quinta-feira (16), iniciativa da Águas do Pará que reforça a participação social e cria um canal direto de diálogo entre a comunidade e a operação de abastecimento.

O encontro reuniu mais de 60 moradores, lideranças comunitárias, vereadores e a prefeita do município, demonstrando a importância da construção conjunta de soluções.

A Águas do Pará iniciou sua atuação em Rondon do Pará no dia 6 de abril e, desde então, vem trabalhando para reestruturar um sistema antigo e que exige modernização. Logo ao assumir a operação, a concessionária identificou a necessidade de investimentos imediatos e deu início a uma série de melhorias, como a reforma completa de 100% dos quadros elétricos responsáveis pelo acionamento de bombas e motores.

Também foram instalados um novo transformador de 150 kVA e duas bombas com potência de 75 cv, ampliando a capacidade operacional e proporcionando maior segurança ao sistema. Além disso, ações permanentes de limpeza, conservação e revitalização das unidades operacionais serão executadas nas próximas semanas.

A gerente de Responsabilidade Social, Mariana Sena, destacou a importância da presença ativa da concessionária nos bairros. “O Afluentes tem o propósito de ouvir de perto cada comunidade, entender suas necessidades e garantir que nossas ações estejam alinhadas às expectativas dos moradores.”

Durante a reunião, foram apresentados temas das áreas Comercial, Operações, Serviços, Responsabilidade Social e Comunicação. O encontro contou ainda com a metodologia do “Estacionamento de Ideias”, que registrou sugestões, críticas e demandas dos participantes, fortalecendo a transparência e o diálogo direto.

A moradora Dolores Reis destacou a confiança no trabalho da empresa. “Vi uma clareza muito grande nos seus representantes e acredito que teremos muitas melhorias em relação à água de Rondon. Muitas coisas já estão sendo feitas a pequeno prazo, troca de alguns equipamentos antigos e vejo que num tempo curto já teremos resultado”.

Um dos destaques da reunião foi o forte engajamento da população. Ao final do encontro, todos participantes aceitaram integrar o Programa Afluentes, que permite comunicação direta com a concessionária por meio de um grupo no WhatsApp. Com isso, Rondon do Pará passa a ser o município com o maior número de participantes ativos do programa entre os municípios do sul e sudeste do estado, refletindo o interesse da comunidade em acompanhar e contribuir com as melhorias no saneamento.

Outro eixo importante do Afluentes é o reconhecimento de território. Por isso, nos dois dias que antecederam a reunião, equipes de Responsabilidade Social percorreram os bairros em ações porta a porta, apresentando o programa aos moradores e identificando as principais demandas locais. O trabalho reforçou a presença da concessionária em Rondon do Pará e contribuiu para ampliar a participação na reunião.

Polícia Militar prende foragido por homicídio durante abordagem em Rondon do Pará

Durante patrulhamento na Rua 13 de Maio, no bairro Recanto Azul, na madrugada desta sexta-feira (17), a Polícia Militar recapturou um detento que estava foragido do sistema prisional. De acordo com as informações, o suspeito trafegava em uma motocicleta Pop de cor preta, acompanhado de outro indivíduo, quando tentou fugir ao notar a aproximação da viatura policial, mas foi rapidamente alcançado.

Embora nada de ilícito tenha sido encontrado durante a revista pessoal, a consulta aos dados revelou a existência de um mandado de prisão em aberto por homicídio qualificado. O homem, que já havia fugido do presídio de Marabá, foi reconduzido à delegacia e segue à disposição da Justiça para os procedimentos cabíveis.

Idoso condenado em Alagoas é preso em Rondon do Pará

Afonso Carlos da Silva, de 65 anos, foi preso na manhã desta segunda-feira (13), em cumprimento a mandado de prisão condenatória, na rua São Paulo, Bairro Gusmão, no município de Rondon do Pará. De acordo com a Polícia Civil, o idoso foi condenado pelo crime de homicídio a sete anos de prisão em regime semiaberto.

A prisão foi possível após integração entre as polícias de Rondon do Pará e de Alagoas que, por intermédio de diversas diligências, deram cumprimento ao mandado de prisão expedido pela Vara Única de Mata Grande, em Alagoas.

Após a prisão, Afonso foi conduzido e apresentado na Delegacia de Polícia Civil de Rondon do Pará, onde permanece sob custódia do Poder Judiciário.

Homem é preso em flagrante por tráfico de drogas e tentativa de suborno

 

Na madrugada desta terça-feira (14), uma ação da Polícia Militar resultou na prisão de um homem pelos crimes de tráfico de drogas e corrupção ativa, no bairro Jaderlândia, em Rondon do Pará.

Por volta das 4h50, durante patrulhamento de rotina na Rua Madalena de Oliveira, conhecida popularmente como “Rua das Virgens”, os policiais avistaram um homem conduzindo uma motocicleta Honda Pop vermelha, sem placa. Ao perceber a aproximação da viatura, o suspeito tentou fugir, mas foi rapidamente interceptado pela guarnição.

Durante a abordagem e revista pessoal, foram encontrados aproximadamente 80 gramas de substância análoga à maconha, além de um aparelho celular.

De acordo com a Polícia Militar, o suspeito, que já possui histórico criminal no município de Abel Figueiredo, tentou subornar os agentes para evitar a prisão em flagrante.

Diante dos fatos, ele foi detido e conduzido à unidade policial, juntamente com a motocicleta e o material apreendido. O acusado permanece à disposição da Justiça e deverá responder pelos crimes de tráfico de entorpecentes e corrupção ativa.

Fotos: Polícia Militar

A Polícia Militar segue intensificando as ações de combate ao tráfico de drogas em Rondon do Pará.

 

Produção: Wanderson Fernandes

Suspeito de tráfico de drogas é preso em flagrante

Um homem foi preso em flagrante por tráfico de drogas na manhã deste domingo (12), no Parque Elite pela equipes da Polícia Militar.

De acordo com informações da PM, por volta das 6h, guarnições que atuavam em um evento na Praça da Paz receberam denúncias de que um indivíduo estaria comercializando entorpecentes na Rua Cesar Brasil, no bairro Parque Elite, nas proximidades do Centro Poliesportivo Almão. Segundo os relatos, a droga seria destinada ao consumo durante uma festa na região.

As equipes se deslocaram até o endereço indicado e identificaram um suspeito com as características informadas. Ao perceber a aproximação da viatura, o homem tentou fugir para o interior da residência, carregando uma sacola, mas foi alcançado e detido pelos policiais.

Durante a abordagem, foram apreendidos dois sachês de cocaína, um tablete da droga pesando aproximadamente 294,8 gramas, além de 40 embalagens utilizadas para acondicionamento do entorpecente, dinheiro em espécie e substâncias para consumo.

Ainda conforme a polícia, o suspeito confessou ter adquirido o tablete de cocaína por R$ 9 mil e afirmou que parte da droga já havia sido comercializada. Ele também declarou que pretendia fracionar o restante para venda.

O homem foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil, onde foi apresentado para os procedimentos cabíveis.

MPPA ajuíza ação para garantir transporte escolar a alunos da zona rural de Rondon do Pará

O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Rondon do Pará, ajuizou uma Ação Civil Pública com pedido de tutela de urgência para obrigar o Município a restabelecer o transporte escolar de alunos da zona rural. A medida busca assegurar o acesso à educação de estudantes que enfrentam dificuldades para frequentar as aulas devido à ausência do serviço.

A ação foi proposta pela Promotora Thais Rodrigues Cruz Tomaz, titular da 1ª Promotoria de Justiça de Rondon do Pará e respondendo pela 2ª Promotoria de Justiça do município.

De acordo com a ação, a Promotoria apurou, em três procedimentos distintos, que o Município tem falhado de forma reiterada na oferta de transporte escolar para estudantes residentes nas comunidades Vila Voz do Senhor, Vila Gavião e Vicinal 5 Irmãos.

As investigações tiveram início após denúncias de moradores, que relataram que alunos estariam sendo obrigados a percorrer longas distâncias, em alguns casos, cerca de 20 quilômetros, por meios próprios, como motocicletas, bicicletas ou até a pé, enfrentando estradas em condições precárias.

Mesmo após ser notificada, a Prefeitura reconheceu o problema, mas não apresentou solução efetiva.
Segundo o MPPA, a ausência do transporte escolar compromete diretamente o direito fundamental à educação, previsto na Constituição Federal, além de violar o princípio da igualdade de acesso e permanência na escola.

Fonte: Ministério Público do Estado do Pará

Três municípios da DRE Marabá alcançam nível máximo de alfabetização Dados do Inep revelam o cenário da alfabetização de crianças do 2º ano do Ensino Fundamental na região de Marabá, com destaques positivos e desafios urgentes.

Quando se fala na alfabetização de crianças do 2º ano do Ensino Fundamental, os municípios de Abel Figueiredo, Brejo Grande do Araguaia e Piçarra ganham destaque. Os três estão na área de abrangência da Diretoria Regional de Ensino (DRE) de Marabá e alcançaram nível 5 de alfabetização de acordo com o Indicador Criança Alfabetizada (ICA).

Os dados foram divulgados em 31 de março pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Conforme a pasta, o patamar nível 5 é considerado ideal pelas diretrizes educacionais brasileiras. Nesse nível máximo, mais de 80% das crianças estão alfabetizadas, o que significa que a aprendizagem está praticamente universalizada.

Também foram analisados os percentuais de outros municípios que pertencem a DRE de Marabá. Entre eles Brejo Grande do Araguaia, que apresentou o desempenho mais robusto da região, saltando de 61,6% em 2023 para 93,22% em 2025, superando sua meta em 38%. Abel Figueiredo e Piçarra também registraram fortes recuperações no último ano, alcançando índices de 83,17% e 80,68%, respectivamente. O ICA é calculado com base em testes que avaliam se a criança é capaz de ler palavras, frases e textos curtos, além de localizar informações explícitas e inferir sentidos.

No extremo oposto, a situação é mais preocupante em Jacundá e São João do Araguaia, que amargam o nível 1. Essa classificação indica que menos da metade das crianças está alfabetizada, evidenciando uma dificuldade de aprendizagem que atinge a maior parte dos alunos. Jacundá encerrou o ciclo com 47,09% de alunos alfabetizados, ficando 11% abaixo da meta estabelecida para 2025. São João do Araguaia, por sua vez, fechou com 42,95%, o que representa um déficit de 10% em relação ao objetivo planejado.

Por sua vez, Bom Jesus do Tocantins é o único representante da região no nível 4. Nesta faixa, a taxa de alfabetização varia de 70% a 80%, mostrando que a política educacional começa a funcionar com consistência. O município atingiu 71,68% de alunos alfabetizados em 2025, superando sua meta de crescimento em 10%.

O nível 3 abriga Nova Ipixuna, Rondon do Pará e São Geraldo do Araguaia. Neste grupo, a alfabetização já se torna maioria, atingindo entre 60% e 70% das crianças. O sistema mostra melhorias, mas o problema não está totalmente resolvido, pois ainda existe uma parcela considerável de alunos com dificuldades. Em 2025 Rondon do Pará obteve 68,03%, seguido por Nova Ipixuna com 66,98% e São Geraldo do Araguaia com 64,41%. Nova Ipixuna se destacou nesse bloco ao superar sua meta final em 20%.

Por fim, Itupiranga, Palestina do Pará e São Domingos do Araguaia encontram-se no nível 2. Neste patamar, entre 50% e 60% das crianças foram alfabetizadas.

Apesar da classificação, Palestina do Pará registrou o maior crescimento acumulado da região em 2025, atingindo 56,18% e superando sua meta de 47,90%. Itupiranga chegou a 54,31%, mas falhou em atingir a projeção por 1%, enquanto São Domingos do Araguaia alcançou 50,43%, ficando 12% abaixo da marca esperada.

O Indicador Criança Alfabetizada é estruturado a partir de avaliações dos sistemas estaduais no âmbito do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. O teste exige que cada estudante responda a 16 itens de múltipla escolha e produza um texto. A partir do alinhamento nacional desses dados feito pelo Inep, pesquisadores e gestores podem acompanhar de forma detalhada o cumprimento das metas pactuadas, possibilitando análises aprofundadas sobre a realidade da alfabetização no país.

Fonte: Correio do Carajás

Pará tem alta de 42,5% na apreensão de drogas no primeiro trimestre de 2026 Dados da Segup demonstram que a política de integração entre as forças de segurança tem sido o diferencial no combate ao tráfico de drogas no Pará

A Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) apresenta um aumento de 42,50% no número de apreensões de entorpecentes no Pará, na comparação entre os três primeiros meses de 2025 e o mesmo período de 2026. O resultado reforça o avanço das ações de enfrentamento ao tráfico de drogas no território estadual, a partir do trabalho integrado das forças de segurança pública.

Em números absolutos, de janeiro a março de 2025, foram apreendidas mais de 1,5 tonelada de drogas, entre cocaína e maconha. Já no mesmo período de 2026, esse volume chegou a 2,1 toneladas apreendidas. Ao analisar os dados anuais, em 2024 foram registradas 13,3 toneladas de entorpecentes apreendidos, enquanto em 2025 o total chegou a 16,8 toneladas, um aumento superior a 25%.

Segundo o titular da Segup, Ed-Lin Anselmo, o resultado evidencia o fortalecimento das estratégias de combate ao crime organizado, com investimentos em inteligência, operações ostensivas e repressivas em todo o território paraense. “Mais policiais nas ruas, investimento em equipamentos e inteligência, além do apoio da população, fazem com que possamos ter um excelente resultado”, pontuou.

Cerco fechado

No último dia 6 de abril, uma ação conjunta entre a Polícia Militar do Pará e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) resultou na apreensão de mais de uma tonelada de drogas na PA-150, no município de Goianésia do Pará, no Sudeste estadual. A droga estava escondida em um caminhão de transporte de cargas, oriundo do Estado do Mato Grosso. O motorista do veículo foi detido e encaminhado à Delegacia de Polícia.

O governo do Pará, por meio da Segup, também intensificou a fiscalização nas principais rotas hidroviárias paraenses, com a implantação de três Bases Fluviais Integradas: a Antônio Lemos, no Marajó, entregue em 2022; a Candiru, na região do Baixo Amazonas, entregue em 2024; e a mais recente, a Baixo Tocantins, nas adjacências do município de Abaetetuba, entregue neste ano.

A Base Antônio Lemos, por exemplo, já resultou na apreensão de mais de 4,6 toneladas de entorpecentes. A Base Candiru também apresentou resultados expressivos, com a apreensão de mais de duas toneladas de drogas. Os dados da Base do Baixo Tocantins ainda estão em fase de consolidação, mas ações recentes também retiraram uma quantidade significativa de entorpecentes de circulação.

Ed-Lin Anselmo assinala que a Secretaria de Segurança do Pará atua nos principais pontos das rotas conhecidas pelos criminosos. “Seja por estradas ou pelos rios, estamos fortalecendo o cerco ao tráfico em todas as frentes, com operações contínuas e presença estratégica nos principais corredores usados por organizações criminosas. Cada tonelada de droga apreendida representa menos violência em nosso Estado”, frisou.

Investimentos

Desde 2019, um dos principais focos do Governo do Pará tem sido o fortalecimento da segurança pública no Estado, com a modernização das estruturas e o reforço operacional das forças. Para isso, foram entregues ambulâncias, as Seccionais da Sacramenta e da Ilha de Cotijuba, além de uma lancha blindada para o Grupamento Fluvial (GFLU), bem como mais de 1,4 mil computadores e mais de 1,8 mil rádios.

O avanço tecnológico também ganhou espaço, com a distribuição de drones, scanners 3D e equipamentos biométricos, além da instalação de câmeras integradas ao sistema de videomonitoramento e totens de segurança espalhados em diversos municípios paraenses, ampliando a vigilância em áreas estratégicas e fortalecendo ações de prevenção e investigação de diversos tipos de crimes.

Outro eixo importante é o reaparelhamento das forças. Nos últimos oito anos, foram entregues mais de 11,1 mil armas de fogo, mais de 3,4 mil tasers (armas de menor potencial ofensivo), 6,7 mil algemas, mais de 15,7 mil coletes balísticos e 140 novas viaturas para diversas forças, entre outros equipamentos. As aquisições garantem melhores condições de trabalho aos agentes e maior eficiência nas operações.

Também foram entregues uma aeronave para o Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp) e lanchas do programa Pró-Mulher, ampliando a capacidade de atuação das forças em diferentes frentes. “Os números confirmam que o Pará consolidou uma política de segurança pública sólida. Saímos de um cenário crítico em 2018 para uma realidade de controle e preservação de vidas”, diz o secretário.

Fonte: Agência Pará

Marabaense vence Prêmio da TV Globo com projeto tecnológico para 60+ Leia Sousa, de Marabá, foi premiada pela TV Globo por iniciativa inovadora de fortalecimento feminino e também conquistou destaque no Prêmio Educador Transformador do Sebrae.

A educadora Leia Sousa, da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), em Marabá, ganhou reconhecimento nacional ao vencer o Prêmio LED, iniciativa da TV Globo que valoriza projetos educacionais inovadores capazes de transformar realidades no Brasil.

A premiação foi anunciada durante o especial exibido pela emissora como parte da programação do Festival LED, Luz na Educação, apresentado por Eliana, na quarta-feira (1º de abril). A apresentadora se emocionou ao entregar os troféus às iniciativas vencedoras que se destacaram no país.

“Meu pai e minha mãe sempre me incentivaram e fizeram de tudo para que eu alcançasse meus objetivos, então devo tudo a eles”, disse Leia à apresentadora Eliana, que por sua vez completou: “Vocês certamente plantaram sementinhas nas vidas das pessoas por meio da educação”.

Na categoria Educadores, Léia Sousa foi premiada pelo projeto “Tecer Mulher”, iniciativa idealizada em Marabá que promove educação, autonomia e fortalecimento social de mulheres por meio de práticas formativas e colaborativas. A educadora paraense foi reconhecida ao lado de Thales Lima do Nascimento, de Serrinha (BA), criador do Biocimento.

Prêmio Educador Transformador

Além do reconhecimento nacional, Leia Sousa também foi premiada na etapa estadual do Prêmio Educador Transformador, promovido pelo Sebrae no Pará. A cerimônia da 4ª edição da premiação foi realizada no final de março, na sede da instituição, em Belém.

Na categoria Inclusão e Sustentabilidade na Educação, Léia Sousa conquistou o 2º lugar. Com os dois reconhecimentos, a educadora reforça o protagonismo do Pará na produção de iniciativas educacionais inovadoras e de impacto social.

No total, nove educadores tiveram suas ideias e projetos reconhecidos no Educador Transformador, ocupando os três primeiros lugares em três categorias: Inovação Pedagógica e Metodologias Ativas, Gestão Escolar Transformadora e Inclusão e Sustentabilidade na Educação.

O Tecer Mulher tira a mulher da posição de passageira do barco e a coloca no seu barquinho próprio para seguir caminho pelo rio. A tecnologia tem o papel de encurtar caminhos, encurtar relações, mas para essas mulheres acaba sendo construído um muro invisível e a gente está derrubando tijolo por tijolo. Eu sou daqui de Marabá, nasci aqui, fui criada em Eldorado dos Carajás, e sou filha de um garimpeiro e de uma lavadeira de roupas.

“Uma infância humilde no coração da Amazônia, na década de 90, foi uma infância sem tecnologias. Eu estava imersa nas brincadeiras que envolviam escola, leitura, a gente riscava as paredes como se fossem quadros. A educação me tirou de um lugar para onde eu não volto mais”.

 

Fonte: Correio do Carajás

Excesso de chuvas causa aumento no preço do feijão Preço da cesta básica subiu em 27 capitais

Os custos para aquisição dos alimentos da cesta básica subiram nas 27 capitais, segundo monitoramento feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). São Paulo permanece com o maior valor apurado, de R$ 883,94, enquanto Aracaju tem a cesta mais barata, uma média de R$ 598,45.

Os alimentos com maior impacto foram o feijão, a batata, o tomate, a carne bovina e o leite, todos com aumento, sendo que os três primeiros tiveram impacto decisivo das chuvas nas principais regiões produtoras. Na contramão, o açúcar teve queda no custo médio em 19 cidades, relacionada ao excesso de oferta.

Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, as cidades com aumento mais expressivo foram Manaus (7,42%), Salvador (7,15%), Recife (6,97%), Maceió (6,76%), Belo Horizonte (6,44%), Aracaju (6,32%), Natal (5,99%), Cuiabá (5,62%), João Pessoa (5,53%) e Fortaleza (5,04%). Entre os valores nominais, além da capital paulista há destaque para as cidades do Rio de Janeiro (R$ 867,97), de Cuiabá (R$ 838,40), Florianópolis (R$ 824,35) e Campo Grande (R$ 805,93), com as demais capitais tendo valores médios abaixo do patamar dos R$ 800.

Com o salário mínimo a R$ 1.621,00 o trabalhador nessas cidades precisa de cerca de 109 horas para custear a cesta. Ainda que alto, o valor apresentou queda se comparado à renda, em relação ao ano passado.

“Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média, nas 27 capitais pesquisadas em março de 2026, 48,12% do rendimento para adquirir os itens alimentícios básicos e, em fevereiro, 46,13% da renda líquida. Em março de 2025, considerando as 17 capitais analisadas, o percentual médio ficou em 52,29%”, indicou o levantamento.

Em março, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 97 horas e 55 minutos, enquanto em fevereiro era de 93 horas e 53 minutos. Se comparado com março de 2025, considerando o conjunto restrito de 17 capitais analisadas, a jornada média foi de 106 horas e 24 minutos.

O estudo permite comparar, ainda, o aumento desde o ano passado, e aponta que houve alta em 13 cidades e queda em quatro nos últimos 12 meses, com destaque para os aumentos em Aracaju (5,09%), Salvador (4,51%) e Recife (4,38%). As principais reduções ocorreram em Brasília (-4,63%) e Florianópolis (-0,91%). A comparação de intervalo anual é limitada a 17 capitais, pois o Dieese não realiza levantamentos mensais nas cidades de Boa Vista, Cuiabá, Macapá, Maceió, Manaus, Palmas, Porto Velho, Rio Branco, São Luiz e Teresina.

Regime de chuvas

O estudo indica que o valor do feijão subiu em todas as cidades. O grão preto, pesquisado nos municípios da Região Sul, do Rio de Janeiro e de Vitória, apresentou alta, com percentuais entre 1,68%, em Curitiba, e 7,17%, em Florianópolis. Para o grão carioca, coletado nas demais capitais, os aumentos ficaram entre 1,86%, em Macapá, e 21,48%, em Belém. A alta do feijão ocorreu devido à restrição de oferta, por dificuldades na colheita, redução de área na primeira safra e expectativa de menor produção na segunda safra, mostra o levantamento.

“Quando a gente vê um aumento de preços, tende a pensar que os produtores estão lucrando mais, mas nesses casos menos produtores têm o produto e aí podem estar vendendo por mais, só que o que aconteceu bastante neste ano é que quem plantou, por exemplo, 60 sacas colheu apenas 30 ou 40. O clima prejudicou no Paraná e na Bahia, e a gente tem uma área plantada menor”, explicou Marcelo Lüders, presidente do Instituto Brasileiro do Feijão (Ibrafe).

Lüders lembrou que a produção ainda tem atraso considerável em outras áreas, como Mato Grosso do Sul, onde o excesso de chuvas levou a uma janela menor entre culturas e forçou a substituição por um tipo de feijão preto destinado principalmente ao mercado indiano.

“Os números que a gente tem hoje não refletem a nossa realidade, a gente tem tido menos o carioca, pois é um feijão que o governo não garante preço, já que o preço mínimo existe para enfeite, o produtor não se beneficia em nenhum momento disso não há mercado externo”. Esses fatores levaram a uma diferença considerável entre o feijão carioca e o feijão preto, variedades mais procuradas nos maiores mercados.

O grão carioca chega a ser vendido hoje a R$ 350 a saca, com possibilidade de queda de fato a partir dos meses de agosto, setembro e outubro, quando se colhe a safra irrigada. O feijão preto ainda tem um valor melhor, em torno de R$ 200 a 210 a saca, pois há muito estoque das duas colheitas de 2025, mas esse excedente será pressionado já que se plantou pouco na segunda safra, que é a do começo do ano, e a cultura sofreu impacto da chuva forte no Paraná. A expectativa é de uma inversão de preços, com o feijão preto mais caro do que o carioca em 2026.

“Isso é terrível para os produtores. A exportação diminuiu em 2025, isso é cíclico. O estímulo para plantar o feijão carioca é muito grande, e isso é um risco pois pode derrubar o preço”, complementa o analista.

A estimativa da Conab indica uma produção superior a 3 milhões de toneladas, com avanço de 0,5% em relação ao ciclo 2024/2025. O impacto do aumento do custo de fertilizantes e de combustíveis ainda não foi sentido pelo setor, o que aumenta a incerteza. Há expectativa de aumento global dos valores de alimentos.

Salário mínimo

O Dieese também mostra o valor ideal do salário mínimo. Para isso, considera a cesta mais cara, em São Paulo e os custos básicos que dariam conta das necessidades garantidas na Constituição para o trabalhador e sua família: alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. Em março, o valor para uma família de quatro pessoas seria R$ 7.425,99 ou 4,58 vezes o mínimo vigente. Em fevereiro, o valor necessário era de R$ 7.164,94 e correspondeu a 4,42 vezes o piso mínimo. Na comparação com março de 2025 o mínimo necessário seria de R$ 7.398,94 ou 4,87 vezes o valor vigente na época, que era de R$ 1.518,00.

Fonte: Agência Brasil