Barragens e seus impactos ambientais

Barragens são obras de engenharia construídas para conter e armazenar grandes volumes de água, podendo também proporcionar a armazenagem de outros materiais líquidos e sólidos. Estas construções, feitas transversalmente nos cursos hídricos, são utilizadas para diversos fins, que variam a depender do tipo de barragem, e, por sua vez, varia de acordo com o terreno, o material e, é claro, a finalidade para qual a obra foi construída. As barragens podem ter como objetivos:
Reserva hídrica; Retenção de sedimentos, no caso de áreas em erosão, ou erodidas; Geração de energia
hidroelétrica; Contenção de rejeitos industriais; Controle de cheias.

Os diversos tipos de barragens
O tipo de barragem depende da finalidade da construção, do material empregado na
construção do terreno no qual a obra será empregada. São diversos os tipos de barragens,
reunimos os mais comuns:

BARRAGENS DE HIDRELÉTRICAS

Uma barragem hidrelétrica tem por finalidade represar e armazenar água, matéria-prima para
a produção de energia hidrelétrica. Também é função da barragem obter o desnível necessário
para girar as turbinas das unidades geradoras.

BARRAGENS DE TERRA

Barragens de terra são comuns, justamente, pela diversidade de fundações capazes de apoiar
a construção e cumprem a função de armazenamento hídrico. Esta categoria de barragens se
divide em dois subtipos: zoneada e homogênea
No caso das barragens homogêneas a estrutura das mesmas é composta por um único
material. Por outro lado, as zoneadas possuem camadas de materiais impermeáveis, a fim de
manter a estabilidade estrutural do núcleo.

BARRAGENS CONTRAFORTE DE CONCRETO

No caso dessa barragem, lajes de concreto são sustentadas por poderosos contrafortes,
também, de concreto. Essa é uma categoria de barragem que exige uma fundação muito bem
preparada e planejada, uma vez que é geralmente utilizada para comportar grandes volumes,
sendo necessário, em alguns casos, usar tirantes e injeções de calda de cimento.

BARRAGENS DE REJEITOS

As barragens de rejeitos, comumente, utilizadas em processos industriais e de mineração,
são consideradas as mais empregadas e podem ser construídas de terra, enrocamentos
(maciços compostos por blocos de pedra compactados em camadas) e até mesmo com os
próprios rejeitos que seriam armazenados na barragem, num processo chamado de
“alteamento a montante”, o que também a caracteriza como uma das mais em conta.

BARRAGEM DE ENROCAMENTO COM FACE DE CONCRETO

Em geral construídas sobre fundações rocha são, possuem uma face de concreto
impermeabilizado e constituição interna composta de enrocamentos. É sempre necessário a
vigilância na zona de encontro das placas de concreto com a fundação quando a construção se
der sobre terreno deformável.

BARRAGEM EM ARCO

São obras construídas especialmente em vales estreitos e que devem possuir boas condições
de apoio lateral, as obreiras, geralmente compostas de rochas. Essa barragem em especial
necessita de uma fundação muito resistente e sobre rocha sã, necessitando-se de escavações
muito profundas.

Barragens reduzem a biodiversidade e causam extinção de espécies aquáticas, particularmente os peixes, são vulneráveis aos impactos das barragens. Moran explica que a barragem de Itaipu, construída na fronteira do Paraguai com o Brasil, nos anos 1970 e 1980, resultou em uma perda de aproximadamente 70% da biodiversidade. Na barragem de Tucuruí, construída nos anos 1980 na amazônia, houve uma queda de 60% na produtividade dos peixes”, completa Moran.


No dia 25 de janeiro de 2019, às 12h28, a barragem da Mina Córrego do Feijão, da mineradora Vale, em Brumadinho, se rompeu, causando a morte de 272 pessoas e espalhandoresíduos de minério pela bacia do Rio Paraopeba. Em 2023, a tragédia completa quatro anos. A data foi instituída como Dia de Luto em Memória das Vítimas do Rompimento da Barragem 1 da Mina do Córrego do Feijão, pela Lei 23.590, de 2020.

Uma medida para prevenção da ruptura da barragem é a elaboração derelatórios mensais que contenham todas leituras e relatos das inspeções rotineiras realizadas ao longo do mês. No fim, este documento torna mais fácil a análise de irregularidades na obra.

ENTREVISTA COM O GEÓLOGO


Eu me chamo Chrystophe Ronaib Peixoto da Silva eu sou geólogo geotérmico faço
acompanhamento dos furos de sondagem nas barras aqui de Carajás.
O QUE OCASIONA O ROMPIMENTO DE UMA BARRAGEM ?
Basicamente, o rompimento de uma barragem está condicionada a entrada de água dentro do corpo da barragem,talvez por um mal dimensionamento do projeto, talvez por um aterro mal compactado. Isso pode gerar, o rompimento de uma barragem. Existem três processos principais que ocasionam o rompimento de uma barragem. O primeiro é o paip. É justamente, são os fluxos de canais dentro do corpo da barragem,Isso pode gerar um rompimento de uma barragem. O outro é processo de liquefação. É o que aconteceu lá em Brumadinho, Quando o solo perde a capacidade dele, e se torna um solo no estado líquido viscoso,isso também pode ocasionar o rompimento de uma barragem. E por último, é o
galgamento, que é justamente a capacidade limite da barragem atingido e isso pode afetar a
estrutura da barragem.
QUAL É A PROFUNDIDADE DE UMA BARRAGEM? E QUAL É SUA ALTURA?
É muito variado, A altura e a profundidade da barragem depende muito, é da capacidade de água ou rejeito que se deseja armazenar dentro dessa barragem, tá pode variar. Existem barragens de 50 metros de 100 metros 150 metros então, o que vai determinar isso é a capacidade. Que se deseja armazenar de água o rejeito dentro da barragem.
QUEM SÃO OS RESPONSÁVEIS PELA FISCALIZAÇÃO DAS BARRAGENS ?
Os responsáveis por fiscalizar as barragens são os engenheiros geotécnicos,ou os geólogos
geotécnicos, e essa equipe,são eles que coordenam nessa parte da fiscalização e
gerenciamento das barragens.
AS VANTAGENS E DESVANTAGENS EM RELAÇÃO ÀS BARRAGENS?E A IMPORTÂNCIA DELAS?
Na minha opinião, é sobretudo a questão de que as barragens. Ela é uma forma de energia renovável,é uma fonte de energia renovável, além de ser uma fonte de energia limpa, mais barata,Isso é basicamente, as vantagens. Agora, as desvantagens está principalmente relacionado ao meio ambiente, É você precisa destinar uma boa área, Para fazer a barragem, você precisa tirar os animais, do local, a questão da mata ciliar, também é retirado, além disso, a população que mora no entorno de onde vai ser construída a barragem, ela tem que ser retirada também. Então, isso são as desvantagens em relação as barragens de mineração.

Produção 3º E Manhã

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A história do abastecimento de água em Rondon do Pará

As dificuldades para o fornecimento equilibrado nas regiões da cidade

O município de Rondon do Pará foi fundado em 1962, e por ser uma localidade de considerável longa data, já recebeu alguns nomes, como quais: a famosa Candangolândia de Arinos Brasil e Vila Rondon. Em seu início, por ser uma cidade em desenvolvimento, não havia água encanada. Segundo relatos, uma prática corriqueira para minimizar esse problema era a ida às margens dos rios.


Os moradores levavam baldes e até mesmo lavavam roupas e louça no local, como conta Dorismar, uma residente há 35 anos e Laurinda, que chegou na região na década de 70. “A água não era encanada, a gente tinha que descer pro rio pra pegar água tinha pulso e igarapé que a gente usava” Relata Dorismar. “Tudo fazia no rio, lavava roupa, lavava vasilha, aguá pra beber a gente ia lá na ‘rua do buraco’ pegar” Diz Laurinda.

Rua dos Pioneiros, popularmente conhecida como “Rua do Buraco” era muito visitada por conta
da presença do Rio dos Garimpos e de poços criados pela população

De 1978 à 1980, O SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) começou seus serviços no município vizinho de São Domingos do Capim e em 5 de dezembro de 1984 se desmembrou para Rondon do Pará, após a região receber a denominação de município. De acordo com Maria de Lurdes Almeida Chaves, a diretora da companhia de saneamento na cidade, houve um significativo avanço na captação de água, quando comparado ao começo dos trabalhos: “Nós tivemos um avanço no sistema… começou com bateria de poços na captação 1 na Rua Bahia e depois passou para captação 2 no Centro, e disso foi desenvolvendo para os bairros, e hoje nós temos o desenvolvimento para todos os bairros”.

Dessa forma, a atual água distribuída para os povoados da localidade que se refere, advém de poços artesianos, isto é, águas subterrâneas que são notoriamente mais saudáveis. Estima se que existe cerca de 8 a 9 poços tubulares, conforme a Secretária do Meio Ambiente. Todavia, mesmo que haja um número considerável para um bom abastecimento para as moradias, ainda há alguns percalços a serem averiguados.

Sob esse viés, é possível observar que a escassez de H2O não afeta somente um âmbito da comunidade, e sim como um todo, a exemplo dos bairros antigos e os novos. Consoante o morador Pedro, que reside há uma década e atualmente habita o Centro, há falta de água em sua residência diariamente. “Tem vez que passa o dia sem vir uma gota d’água, e fica sem água e aí fica, sendo sempre assim”. Assim como, uma habitante do bairro Parque Elite queixa se dos mesmos problemas.


Segundo o Secretário do Meio Ambiente Weliton Santos Porto, há alguns tópicos a serem analisados para compreender a razão desses impasses. Em primeiro plano, pontua se a desigualdade social que potencializa a problemática, assim, dificulta ndo o investimento em caixas de água nas residências para o armazenamento do líquido. Em segundo plano, destaca se as questões climáticas, no qual em um período de dois anos houve o secamento dos lençóis freáticos, abrandando a captação de água dos poços.


Ademais, em conformidade com a Diretora do SAAE, Rondon do Pará apresenta elevações geográficas que dificultam o abastecimento para as demais áreas. Diante dos fatos supracitados, conclui-se que, o fornecimento de água na cidade de Rondon do Pará não atende toda a população, falta água repentinamente deixando a maioria a deriva e desfavorecidos, impossibilitado os de realizar seus afazeres diários.


Logo, é evidente que, deve se tomar medidas na questão do abastecimento de água, através de união de empresas ou iniciativa privada desenvolvendo projetos como: preservar rios resultando maior longevidade de fornecimento de água, o planejamento sustentável do tratamento de esgoto é crucial, e principalmente investir em educação ambiental tanto nas escolas quanto para os moradores, pois é dever da sociedade também economizar água e desenvolver uma consciência mais ampla sobre o assunto.

Em suma, nossa água é imprescindível para o bom funcionamento da cidade , portanto preserve, contribua com ideias, o resultado será recompensador.

Produção 2º C Manhã

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A agricultura sustentável por meio da horta hidropônica

A agricultura sustentável vem sendo bastante discutida sobre alternativas para o desperdício da água. Dentro desse contexto, a horta hidropônica vem sendo usada como uma grande opção para a atualidade. De acordo com o agrônomo João Marcos, graduado em Agronomia pela UFRA, a hidroponia ajuda na economia da água na questão que a mesma água do início do projeto, vai ficar circulando no sistema de hidropônico. Ou seja, não vai ser descartada em nenhum momento. Mesmo que que aja alguma bactéria maléfica para outro cultivo dentro da hidroponia, essa água pode ser usada em outras plantações
diferentes.


A horta hidropônica nada mais é que um sistema de cultivo de plantas que não utiliza solo como meio de crescimento. Em vez disso, as plantas são cultivadas em água enriquecida com nutrientes, permitindo que suas raízes se desenvolvam. Sua função é inovar como as pessoas veem a agricultura e expandí-la para mais brasileiros. Portanto, essa horta tem como objetivo facilitar o acesso ao agro para brasileiros tradicionais. Dessa forma, com algumas garrafas pets ou até mesmo canos de pvc, se torna possível ter uma dentro de casa.


Em entrevista, o engenheiro agrônomo João Marcos quando perguntado sobre a importância da hidroponia na produção de alimentos, ele diz que “A gente consegue, em um espaço pequeno, produzir bastante alimentos sem precisar de uma grande quantidade de espaço para produzir um número bom de alimentos”.

No caso, atualmente a hidroponia atualmente é mais utilizada para a horticultura, como couve, alface, coentros plantas de curto período para ter um retorno mais rápido. Além disso, nas plantações, é possível criar condições dentro da hidroponia para que consiga ter resultado em um curto espaço de tempo, até
mais que o solo. A horta hidropônica traz benefícios lucrativos para o cultivador. Lucro em pouco tempo e de fácil comercialização. Assim, o projeto tem futuro promissor para a água e a população. Na atualidade, a hidroponia faz sentido para um Brasil melhor e mais sustentável.


Projeto do 3° Ano C (matutino)

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A importância da água para o sistema renal

O nosso corpo é composto por cerca de 70% de água. E alguns órgãos necessitam mais desse líquido para manutenção e funcionamento saudável. Os rins por exemplo chegam a ter mais de 80% de água, ele depende dessa quantidade de água para que seu funcionamento ocorra de forma regular.
A água é essencial para o funcionamento dos rins, e para que desempenhe suas funções: filtragem do sangue e das impurezas. Se ingerirmos pouco líquido,o rim fi ca sobrecarregado e não têm as condições ideais para realizar esse processo.Se a pessoa não toma água ela possui pouco líquido nos rins,isso é prejudicial não só para os rins, mas para todo o funcionamento do corpo.
Quando o rim percebe pouco líquido no organismo, ele concentra a urina, como reserva de água, nesses casos podem se forma pedras nos rins e na bexiga,o famoso cálculo renal.

Doença renal crônica


Outras causas de doença renal crônica incluem bloqueio do trato urinário (obstrução), certas anomalias renais (como a doença renal policística e glomerulonefrite) e as doenças autoimunes (como lúpus eritematoso sistêmico [lúpus]), em que os anticorpos danifi cam vasos sanguíneos minúsculos (glomérulos) e os pequenos canais dos rins (túbulos).


A doença renal crônica causa muitos problemas no corpo:


Quando a diminuição da função renal é leve ou moderadamente grave, os rins não conseguem absorver a água da urina para reduzir o volume de urina e a concentra. Em seguida, a capacidade dos rins de excretar os ácidos normalmente produzidos pelo corpo diminui e o sangue fi ca mais ácido, um quadro clínico chamado de acidose. A capacidade de excretar potássio diminui, levando a níveis elevados no sangue, um quadro clínico chamado hipercalemia. A produção de glóbulos vermelhos diminui, causando anemia. Altos níveis de resíduos metabólicos no sangue podem danifi car as células nervosas no cérebro, tronco, braços e pernas.


De acordo com o técnico de enfermagem de Rondon do Pará o senhor Anderson, diz que a importância da água não é somente nós rins. “Ela precisa estar em toda a circulação sanguínea, ela ajuda no controle de Pressão Arterial. Também ajuda na eliminação de excesso de resíduos, como por exemplo, a alta ingestão de açúcar. Quando você ingere bastante água, vai auxiliar no processo de filtração para que todo aquele excesso saia também, como por exemplo, pessoas que têm o costume de se automedicar”. “A medicação em alta quantidade da corrente sanguínea,que tiver em excesso, ela acaba sendo eliminada também através dos rins tendo o auxílio aí da ingestão de líquidos de água, por exemplo”.
Ele diz também sobre a passagem da água nos rins, então ela se inicia, entrando pela corrente sanguínea que vai chegar nas pirâmides, reinais é onde ocorre a filtração de todo o líquido e ali sai todo o excesso, sendo eliminado. E aquele excesso de toxinas, medicações, é açúcar no sangue a sai através das piróides renais.”


As consequências que a falta de água nos rins causa


“Aumento de Pressão Arterial, uma facilidade muito grande em contrair infecções, doenças inflamatórias, por exemplo, devido à falta de ingestão de líquidos, precisa por conta mais disso, a Pressão Arterial, que é um fato que acontece muito hoje, são pessoas relatando problemas de Pressão Arterial, às vezes crônicas, às vezes aguda, por falta de ingestão de líquidos ou má alimentação também.”
A importância sobre esse tema está relacioando no nosso município Rondon do Pará é algo necessário.
Explicar para as pessoas a necessidade que tem de ingerir bastante água por causa dos problemas que têm acontecido corriqueiramente, não só no nosso município, mas em toda a nossa sociedade, porque a falta de ingestão de líquidos de água, há um índice muito grande, a possibilidade grande da pessoa adquirir, por exemplo, problemas de pressão que é a pessoa quando se torna hipertensa, pode ser causada pela falta de ingestão, prejudicando o sistema renal onde ele retém parte de líquido na corrente sanguíneo e elevando assim Pressão Arterial. Como eu falei, a ingestão de líquidos, ela vai
auxiliar no processo de filtração e retirar todos os resíduos em excesso, como por exemplo, a própria gordura.

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Desafios para o Estado do Pará: Como as práticas garimpeiras influenciam na contaminação da água

Em uma entrevista feita com um familiar (no qual não quis ser identificado) de Sr. Domingos, que trabalhou por cerca de quatro a sete anos, em um garimpo e faleceu em 2011, foi relatado que a água do garimpo não tinha saneamento básico e que não havia banheiros. Passavam por esse estado crítico em busca de uma vida melhor para suas famílias.

 Em outra entrevista, de uma pessoa que não quis ser identificada:

 Quando você trabalhou em um garimpo?

 “No ano de 2022 até o início de 2023.”

 Quais eram as condições de vida dos garimpeiros?

 “Os donos do garimpo têm vida boa, mas os garimpeiros empregados vivem de garimpar. Trabalhando só para comer e aventurando pegar um ouro que os façam mudar de vida.”

 Onde eram jogadas as águas que utilizavam para extrair o minério?

 “A maioria dos garimpos trabalham com o sistema chamado de ‘LAVAR TERRA’, porém, muitas vezes deixam a água escorrer pelos igarapés, e outras vezes o solo absorve ela.”

 De onde vinha a água em que bebiam?

 “Na maioria das vezes de poços, muitas das vezes sem condições para consumo.”

 O Estado do Pará, conhecido por sua vasta riqueza natural e diversidade ambiental, abriga o maior número de garimpos no Brasil devido à sua vasta extensão territorial, que inclui áreas ricas em minerais, como ouro e minério de ferro. Além disso, a região amazônica do Pará apresenta desafios de fiscalização e controle, o que facilita a prática de garimpo ilegal.

O garimpo ilegal: é a prática de extração de minerais, realizada sem autorização legal ou em desacordo com as regulamentações ambientais e trabalhistas. É uma atividade clandestina que ocorre em áreas protegidas, causando danos ambientais e sociais significativos.

O garimpo legal é a atividade de extração de minerais realizada conforme as leis e regulamentações estabelecidas pelo governo. Nesse tipo de garimpo, são cumpridas as normas ambientais e trabalhistas, garantindo a sustentabilidade da atividade e o bem-estar dos trabalhadores envolvidos. O garimpo pode poluir a água de várias maneiras, como o uso de mercúrio na extração de ouro, liberado nos corpos d’água e causa contaminação. Além disso, o despejo de rejeitos e sedimentos provenientes das atividades de garimpo também pode afetar a qualidade da água ao obstruir os cursos d’água e introduzir substâncias prejudiciais ao meio ambiente.

 A contaminação da água por mercúrio é um dos principais problemas enfrentados no Pará. Este metal pesado é altamente tóxico e pode causar danos irreparáveis à saúde humana e aos ecossistemas aquáticos. Peixes e outros organismos aquáticos absorvem o mercúrio, que entra na cadeia alimentar e que, eventualmente, chega às mesas dos moradores da região, representando um risco significativo para a saúde.

 O garimpo prejudica a água no Pará de várias formas:

 1. Contaminação por mercúrio: O uso de mercúrio na extração de ouro contamina os rios e lagos, afetando a vida aquática e representando riscos à saúde humana, especialmente para as comunidades ribeirinhas que dependem dessas águas.

 2. Sedimentação e assoreamento: O despejo de rejeitos e sedimentos provenientes das atividades de garimpo causa o acúmulo de materiais nos corpos d’água, obstruindo os rios, lagos e igarapés, reduzindo a capacidade de transporte de água e afetando a biodiversidade aquática.

 3. Poluição química: Além do mercúrio, outros produtos químicos utilizados no garimpo, como cianeto, ácidos e solventes, podem ser liberados na água, contaminando-a e comprometendo sua qualidade.

 4. Desmatamento e erosão do solo: O garimpo muitas vezes envolve o desmatamento da vegetação nativa e a escavação intensa do solo, o que aumenta a erosão e o transporte de sedimentos para os corpos d’água, afetando negativamente a qualidade da água.

Esses impactos têm consequências graves para o ecossistema aquático do Pará e para as comunidades que dependem desses recursos hídricos para suas atividades econômicas e subsistência. A opinião dos paraenses em relação às águas poluídas pelo garimpo pode variar, mas muitos estão preocupados com os impactos negativos que essa atividade causa no meio ambiente, na saúde das pessoas e na sustentabilidade das comunidades locais. Muitos deles reconhecem a importância de proteger e preservar os recursos hídricos do estado, buscando soluções para combater o garimpo ilegal e melhorar a qualidade da água.

 Para enfrentar esse desafio crescente, é essencial que as autoridades do Estado do Pará, implementem regulamentações mais rígidas para o garimpo, garantindo o uso de tecnologias mais limpas e a gestão sustentável dos recursos naturais. Além disso, é fundamental promover alternativas econômicas para as comunidades afetadas pelo garimpo, de modo que possam garantir seu sustento sem prejudicar o meio ambiente.

 Em resumo, os impactos do garimpo na água do Estado do Pará são uma preocupação urgente que exige ação imediata. O equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a proteção do meio ambiente é essencial para garantir um futuro sustentável para a região e suas comunidades. É responsabilidade de todos nós, cidadãos e autoridades, garantir que a água, um recurso vital, seja preservada para as gerações futuras.

Imagens fornecidas por um entrevistado

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Trabalhadores realizam cuidados essenciais de hidratação em flores comercializadas em Rondon do Pará

A hidratação das flores é um tema muito importância para quem deseja manter a beleza e a durabilidade dessas plantas em casa ou em ambientes comerciais. A falta de água adequada pode provocar danos à saúde das flores, já o excesso de água, pode causar o apodrecimento das raízes.


A florista, Sandra Anilha, que trabalha há 34 anos com flores, proprietária da Floricultura Paris no município de Rondon do Pará, desenvolve cuidados diários com suas flores que são comercializadas em ocasiões especiais na cidade. “Para manter a beleza e a conservação da planta, é importante ter o cuidado na hora da hidratação e a temperatura adequada, pois sem esses cuidados as flores podem acabar morrendo”.


Para garantir a hidratação correta das flores, é necessário seguir algumas dicas básicas. É o que explica o vendedor de plantas, Carlos Gabriel que trabalha há 10 anos na área. “Existem algumas dicas que são essenciais para o desenvolvimento da planta. A primeira delas é escolher um vaso adequado, que possua furos no fundo para permitir a drenagem da água em excesso. Além disso, é importante utilizar um substrato de qualidade, que seja capaz de reter a umidade necessária para as plantas”.
A frequência de rega é um ponto muito importante para o bem-estar das flores, pois cada espécie de flor possui suas próprias necessidades de água.


Além da rega, é possível utilizar técnicas de hidratação complementares, como a pulverização das folhas com água. Essa prática ajuda a manter a umidade e a limpeza das folhas, além de auxiliar na absorção de nutrientes. Outro ponto importante é a escolha do local adequado para as flores. Segundo o vendedor de plantas, Antônio Feitoza, existem várias espécies de flores, e cada espécie tem o seu lugar adequado para a exposição ao sol. “Existem flores de sol pleno, que são aquelas que precisam da exposição ao sol diariamente, como a Rosa do Deserto, Kalanchoe e Bougainville. E as flores de sombra, que não precisam de exposição ao sol, com a Alpinia Purpurata, Begônia Ignita e Falsa-érica.”


Uma das flores que estão em alta no comércio local e também fazem parte das residências no município de Rondon do Pará é a Adenium, conhecida também como Rosa do Deserto, que é uma espécie que não precisa ser molhada todo dia, e que precisa bastante da claridade do sol. Mas uma dúvida que é bastante frequente para quem vai começar a cultivar é: Como é feita a regagem corretamente?
O vendedor, Itamar de Paula, que trabalha há três anos com Rosa do Deserto, explica que cultivar as plantas é algo importante para o seu desenvolvimento. “Não existe uma regra geral para fazer a regagem correta, na nossa região, é importante sempre regar todos os dias, pois se trata de um clima bastante quente. Já as rosas maiores, que são as “matrizes”, a regagem correta é um dia sim e outro não, mas sempre observando se o substrato estiver seco. O substrato ideal para o cultivo é o substrato drenante, pois quando é feito a regagem, a água é absorvida rapidamente. Outro ponto importante é a exposição ao sol, a Rosa do Deserto é uma planta de sol, ela tem que se expor ao sol no mínimo 4 horas por dia, em um lugar aberto e ventilado, e é bom sempre está podando a planta, quanto mais fazer a poda, sempre a planta ficará bonita.”

É importante lembrar que cada espécie de flor possui suas particularidades e necessidades específicas de hidratação. Por isso, é fundamental pesquisar e se informar sobre as características de cada planta antes de cultivá-las. A hidratação correta das flores é essencial para manter a beleza e a durabilidade dessas plantas. Seguir as dicas de rega adequada, escolher o vaso e o substrato corretos, além de prestar atenção ao local de cultivo, são medidas fundamentais para garantir a saúde e o vigor das flores.


Matéria produzida pela turma do 1º D matutino, da escola Dionísio Bentes de Carvalho, em Rondon do Pará.

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Polícia recupera veículo roubado na noite de sábado 

A equipe da Polícia Militar  recuperou o veículo da marca  Chevrolet Onix roubado na noite de sábado (18)  por uma quadrilha na Rua Nossa Senhora Aparecida, Bairro Centro da cidade, próximo a Agência dos Correios.  

As imagens de segurança registraram o momento do assalto, em que  a vítima transferia alguns pertences pessoais de sua residência para o interior do seu veículo, quando um carro modelo Gol, de cor branca, aproximou-se e um homem, armado com uma pistola, desceu do carro Gol e anunciou o assalto, rendendo a vítima, quando esta gritou: “a chave está no carro”. Enquanto um dos suspeitos rendia a vítima com a arma de fogo, outro suspeito desceu do veículo Gol e assumiu a direção do automóvel da vítima (Onix). Logo após, ambos os veículos empreenderam fuga e tomaram rumo ignorado. 

Diante do susto a vítima chegou a ser  encaminhada para o hospital em estado de choque. Ainda na noite de sábado a polícia conseguiu efetuar a prisão de quatros suspeitos  que estavam em fuga, quando passavam pela  BR-222  no  município de Bom Jesus do Tocantins, na Vila São Raimundo. 

Na manhã deste deste domingo a polícia recuperou o veículo em uma localidade da Vicinal 113, no Assentamento Nova Vitória, Zona Rural de Rondon do Pará.

Dentre os quatro suspeitos, havia um adolescente de 17 anos, além de um com passagem pela polícia. 

Por Jussara Alves

Rondon recebe quinta edição do  Campeonato Paraense de Velocross

A adrenalina e a emoção correram soltas durante o campeonato de velocross realizado neste mês de novembro, em Rondon do Pará com a participação de pilotos de todo o estado. 

Realizado no primeiro final de semana do mês de novembro em uma área do Parque de Exposição da cidade, a programação contou com o apoio e incentivo do Sindicato dos Produtores Rurais, Prefeitura Municipal e empresários do município.  

Para o piloto e membro da organização, Marcelo Ferreira, o evento foi fruto de uma parceria com pilotos do município e da região. “Sempre que íamos participar em outros municípios os pilotos ficavam perguntando quando teria aqui em Rondon e por meio da parceria e união entre os próprios pilotos conseguimos realizar este evento aqui na cidade”. 

A realização da quinta etapa do Campeonato Paraense de Velocross em Rondon do Pará foi um marco para o esporte na cidade. Segundo o organizador, Vinicius Ribeiro, mas conhecido por Batata, os preparativos iniciaram a todo vapor, por se tratar de um esporte que a comunidade admira. “ Eu queria trazer uma etapa do paraense para nossa cidade como incentivo aos meninos que começaram a andar agora. Estão todos satisfeitos, conseguindo até o décimo troféu e tá todo mundo feliz e vamos lutar para mais nas próximas etapas”.

O Sindicato dos Produtores Rurais ofereceram a área para a prática do esporte, de acordo com o presidente do sindicato, João Malcher, o incentivo da prática esportiva vem de anos. “Já tivemos outros momentos como este aqui e neste ano o pessoal gostou e agora nosso objetivo é não é só fazer a pista, mais iluminar para fazer outros efeitos como arrancadão e fazer um grande evento para chamar a atenção em  questão dos esportes radicais”

Apoiador do esporte, o secretário municipal de obras, Edvaldo Martins, comenta que prestaram todo o apoio com a preparação da pista e que se tornou um admirador dos esportes radicais na cidade. “Eu particularmente não gostava muito dessas modalidades de esporte, mas conforme fui conhecendo e se interagindo com os pilotos do município passei a gostar e já quero participar em algum momento das competições. Um evento como este proporciona para a comunidade do nosso município um dia de lazer, principalmente no domingo, além de estarmos ajudando os pilotos a retornarem com essa prática esportiva na cidade”. 

Por Jussara Alves 

Moradores pedem a atenção do Poder Público com a Rua Clemente Israel da Rocha 

Localizada no bairro Jaderlândia, a Rua Clemente Israel da Rocha tem apresentado problemas de trafegabilidade para os moradores que diariamente enfrentam dificuldades com as condições da rua. O perímetro entre as ruas Eleomar Santos Galvão e a José Alves Ferreira é um trecho que apresenta ladeiras altas e com sérios problemas de trafegabilidade, além de provocar acidentes com os moradores. 

Residente há mais de 20 anos na localidade, a moradora,  Lidia da Cruz Santos, comenta que as  dificuldades dos moradores são permanentes e já foram apresentadas ao Poder Público durante anos, tornando constantes a busca por solução. “Fizemos um abaixo assinado e encaminhamos para a Secretaria de Obras no ano de 2022, mas até o momento não obtivemos retorno, e a gente continua no aguardo da solução”. 

A moradora e sua filha sofrem com problemas de asma e a poeira na localidade tem deixado a situação ainda mais delicada. “Os idosos saem de casa apenas para irem até o banco receber o benefício de aposentadoria e sobem a ladeira a pé para pegar a condução devido a dificuldade de acesso na Rua”.  

Não só os moradores da Rua Clemente Israel da Rocha enfrentam dificuldades com o saneamento básico, outros relatos foram feitos pelos moradores da Rua Linauro Pereira Costa, que conta com um lixão a céu aberto, tornando o ambiente vulnerável a doenças, o que preocupa os moradores pelo risco de contaminação.

Uma moradora do local que preferiu não ser identificada, relatou que o odor na localidade preocupa e causa desconforto para quem passa pela rua. “Passar algum veículo por aqui é muito difícil, principalmente pela trafegabilidade, e o lixão que vem se formando é mais uma problemática, pois é difícil conviver com esse odor”. 

A nossa equipe de reportagem solicitou uma nota de esclarecimento à Secretaria Municipal de Obras, mas até a publicação desta matéria não obtivemos retorno.

Da Redação

Universidade Federal prepara estudantes do ensino médio para o Enem

Realizado no mês de novembro, o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), acontece nos próximos dias 5 e 12  em todo o País, em Rondon alunos do ensino médio que desejam ingressar no ensino superior já estão na expectativa para a prova. Para a estudante Thayana Souza Oliveira, de 19 anos, é importante escolher um cursinho que ofereça um corpo docente qualificado e que disponibilize conhecimentos em todas as disciplinas apresentadas na prova. “São meses de preparação para o Enem e por meio da Universidade conseguimos ter um preparo com os professores da graduação e dos próprios universitários. Com a data se aproximando me sinto preparada para esse novo desafio”. 

O Enem é um exame obrigatório para quem deseja ingressar no ensino superior da rede pública de ensino. O resultado do exame também é usado na rede privada por meio de concessões de bolsas estudantis. De acordo com dados do Ministério da Educação mais de 3,9 milhões de pessoas estão inscritas no Enem no ano de 2023, em sua maioria são mulheres, representando 2,4 milhões de inscritas. 

De acordo com o técnico em assuntos educacionais do Instituto de Ciências Aplicadas ICSA-UNIFESSPA, Vinícius Alcântara, já é o segundo ano consecutivo que o campus de Rondon oferece o cursinho popular preparatório para o Enem de forma gratuita.  “Realizamos um processo seletivo utilizando as habilidades em redação como critérios para classificação. Os alunos contam com apoio de professores mestres e doutores do ICSA para potencializar as habilidades de redação, e também são trabalhadas as disciplinas de português, matemática, história, geografia, sociologia, filosofia, inglês, espanhol e biologia. A universidade utiliza alunos bolsistas dos cursos de jornalismo, administração e ciências contábeis como mediadores em sala de aula e durante o cursinho os alunos fazem simulados e atividades complementares com intuito deles se familiarizar com a prova do Enem”. 

Neste ano de 2023 foram inscritos 185 candidatos no cursinho popular  e 54 foram classificados. Segundo o acadêmico em jornalismo e mediador do projeto, Dhemerson Ley Rocha Sousa, ser mediador do cursinho preparatório para o Enem é uma ótima oportunidade para quem quer trabalhar com educação e ajudar os jovens a conquistar seus objetivos. “Minha primeira graduação é língua inglesa e como profissional da educação me sinto muito feliz em contribuir com os alunos, esclarecendo dúvidas e promovendo aprendizagem de forma dinâmica e participativa, além de ser um momento de muito aprendizado em poder trabalhar junto aos professores mestres e doutores do ICSA. E pelo fato do cursinho ser ministrado no prédio da faculdade faz com que os alunos se sintam mais próximos da universidade”.

A prova será aplicada no próximo domingo (5) em várias escolas do município, os participantes vão fazer as questões de linguagens, ciências humanas e a redação. No segundo dia (12) serão as questões de ciências da natureza e matemática.

Por Cristiane Gomes